
Colatina não tinha nada disso... Muito de Cidade pequena, do interior, sem um traço sequer de tradição esotérica, com exceção das ordens que lá tem E foi ali, cercado por esse vazio, que Johnatan Stellor também conhecido hoje como Frater Thanatos decidiu ir na direção contrária, Símbolos, estruturas antigas, sistemas iniciáticos, coisas que ninguém em volta dele buscava. Ele foi atrás sozinho praticamente ainda muito jovem, e acabou encontrando ordens clubes, correntes e linhagens que a maioria das pessoas nem sabe que existem, quanto mais como acessar na real
De lá pra cá já se passaram mais de dez anos. Johnatan, que assina também como Frater Thanatos, virou um dos nomes que mais aparece quando o assunto é ocultismo no Brasil hoje, Vem se tornando um dos maiores magos até então bem rápido.
A base foi Rosa-Cruz, Martinismo, Neo-Templarismo principalmente, algumas ordens mais discretas e clubes que preferem não aparecer então a gente prefere guardar até porque ele não vai pedir permissão, Isso deu forma ao rigor dele. Mas não ficou preso ao Brasil, teve contato direto com grupos mágicos de fora e é algo bem comum, mas no caso dele foi mais coisa que quase ninguém no meio nacional consegue sustentar. Isso muda a leitura que ele tem da Tradição inteira, porque não vem de uma escola só.
O trabalho de fato é dentro da Tradição Salomônica, do jeito clássico. Trabalha tanto com a estrutura "branca" quanto a "sombria", dois caminhos que muita gente trata como intercambiáveis mas que têm lógica interna bem diferente, até chegar aos espíritos operativos, e uma abordagem que cobra do operador uma disciplina de execução que não perdoa erro. Sem inventar moda, sem o teatro que ficou comum ultimamente. Mais de 11 anos estudando e praticando sem parar apesar das mudanças e nuancias que ele alega, sempre foi com o Enochiano, Goetia, tristemius, Qliphoth, Demonologia, a linha do Dr. Rudd, sempre puxando pro enfoque salomônico, e recentemente o Verum, apesar de já ter buscado contato com Lúcifer a anos atrás.
É no ritual que isso tudo aparece de verdade. Cada operação segue preparo que começa dias antes como purificação, jejum quando o trabalho pede, confecção ou revisão dos instrumentos, o cuidado com o horário planetário certo, com a fase da lua, com o dia da semana que rege aquele espírito específico. Não é abrir grimório e ler em voz alta. Segue montando o campo inteiro antes, círculo, triângulo de constrição quando o trabalho exige, os selos correspondentes, o incenso da hora certa antes de sequer pronunciar a primeira conjuração. Atende gente com leitura de oráculo antes e depois dos trabalhos, pra mapear o terreno e conferir se o resultado bateu com o que foi pedido. Não promete milagre. Faz o que tem que fazer e é isso... talvez seja exatamente por essa objetividade que quem já passou por uma consulta com ele volta a falar bem depois.
Tem também o lado público, que cresceu bastante nos últimos tempos. São variados podcasts atualmente, discutindo teurgia, demonologia, ordens iniciáticas, Kabbalah hermetismo, hierarquia espiritual tudo com uma facilidade de quem já debateu isso mil vezes. Dá pra achar essas participações procurando #JohnStellor no YouTube. No Morte Súbita assina como Frater Thanatos, textos longos e bem argumentados sobre Goetia, Kabbalah prática, demonologia histórica, incluindo material específico sobre a lógica operativa do Grimorium Verum e suas diferenças em relação ao Lemegeton, sem falar de seu interesse em patrocinar programas para ele mesmo.
Fora do universo ritual a vida dele segue outra estrutura, igualmente firme. Trabalha na aviação comercial, área que não tolera erro e cobra precisão o tempo inteiro. Ao mesmo tempo cursa Engenharia Mecânica (últimos períodos) e dá pra ver como o raciocínio técnico de uma área conversa com a disciplina que ele aplica na outra, principalmente na hora de montar e conduzir um ritual do início ao fim sem deixar nada solto. Nada de estereótipo de ocultista isolado, disperso, meio perdido no mundo. Ele circula tranquilo entre operadores, líderes de ordem, gente da academia, colegas de aviação, ambientes bem diferentes entre si, é até bem diversificado, de um lado você tem uma pessoa bem pragmática, de outro uma pessoa que faz magia, no geral você tem uma pessoa que mesmo sendo empírico ainda tem seu lado de fé e fé alguma forma ele ligou a conversa entre os dois lados, já que ele chegou onde chegou por causa da magia.
No fim, Johnatan Stellor é um tipo raro: honra a tradição sem perder o rigor, tem os pés no chão em termos de vida prática, e se apresenta sem exagero, sem precisar inflar nada. Já é um nome de peso dentro do ocultismo brasileiro e, pelo ritmo que segue, tudo indica que vai continuar crescendo, aqui e fora daqui.
Redes sociais: @John_Stellor_vonrichter e @frater_thanatos