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Vencedores da MOSTRA COMPETITIVA do BIFF 2026

Publicada em 06/05/26 às 10:42h - 78 visualizações

Simone Frota


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Vencedores da MOSTRA COMPETITIVA do BIFF 2026
BIFF 2026  (Foto: Divulgação)

Melhor Filme (Júri Oficial): A Sombra do Pai

Melhor Filme (Júri Popular): Hungria –  A Escolha de um Sonho

Melhor Filme (BIFF Júnior): A Arca de Noé, de Sérgio Machado

Menção Honrosa (Júri Oficial): Hungria – A Escolha de um Sonho


O Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF 2026) chegou ao fim na noite de ontem consagrando o longa nigeriano A Sombra do Pai, dirigido por Akinola Davies Jr., como o grande vencedor da mostra competitiva. Em sua edição mais diversa e potente, o festival reafirma o papel de Brasília como ponto de encontro do cinema mundial.


 O júri oficial, composto por Edileuza Penha, Luciana Mello e Joaquim Otávio, destacou a força estética e narrativa da obra. Primeiro longa-metragem do diretor, o filme acompanha a travessia íntima de um pai ausente e seus filhos por um país em ruínas, entrelaçando memórias e fragmentos autobiográficos em uma jornada marcada por afeto, perda e resistência.


Fala do júri – Melhor Filme:


“Com maturidade cinematográfica e sensibilidade narrativa, o filme transforma luto, pobreza e violência política em um gesto de beleza e resistência.”


Na mostra BIFF Júnior, que contou com curadoria mirim de Théo Medon, Melina Vargas e Julia Merheb e votação do público, o vencedor foi A Arca de Noé, de Sérgio Machado, conquistando especialmente o público jovem.


Um dos grandes fenômenos do festival foi Hungria – Em Busca de um Sonho, que mobiliza plateias cheias. Segundo a diretora do festival, Anna Karina de Carvalho, as sessões chegaram a reunir mais de 500 pessoas, muitas delas vivenciando pela primeira vez a experiência do cinema em sala. Inspirado na trajetória do rapper Hungria, o filme trouxe para a tela bairros de Brasília, promovendo identificação e pertencimento.


Na mostra BIFF Júnior, a curadoria mirim teve papel central. O jovem Théo Medon, de 16 anos, participou ativamente da seleção e destacou o impacto do cinema em sua formação:“Os filmes fazem com que eu conheça culturas distintas. Me considero um cinéfilo.”


Outro ponto alto foram as sessões com dublagem ao vivo, como nos filmes Salum (Filipinas) e O Segundo Diário de Paulina (Croácia), proporcionando uma experiência inédita para muitos espectadores.


Um festival acessível e potente


Realizado no icônico Cine Brasília, o BIFF 2026 reafirmou seu compromisso com o acesso gratuito e a formação de público. Com mais de 800 filmes inscritos de todo o mundo, o festival celebrou também um recorde de produções brasileiras.


Para Anna Karina de Carvalho:


“O BIFF retornou porque Brasília pediu. E quando Brasília pede, a gente escuta.”


Desde sua criação em 2012, o BIFF vem se reinventando — inclusive com uma edição online em 2020 — e consolidando-se como um espaço de encontro entre culturas, narrativas e gerações.


A edição também homenageou a produtora Gullane, referência no audiovisual brasileiro. Em carta enviada ao festival, Fabiano Gullane destacou: “O BIFF sempre foi um farol para iluminar os caminhos do cinema brasileiro no mundo.”


Nas sessões especiais, Brasília também ganhou destaque na tela do Cine Brasília. No domingo, a exibição do documentário Encruzilhada Sonora reuniu artistas e público na icônica sala, celebrando a produção que mergulha na riqueza musical e nos encontros que moldam a cena cultural. Resultado de uma longa pesquisa e de um processo construído com sensibilidade e afeto, o filme destaca trajetórias, memórias e conexões sonoras. “Foi uma noite memorável. O documentário Encruzilhada Sonora é fruto de uma longa pesquisa e muito afeto. Estrear no Cine Brasília entre amigos e a família dos protagonistas foi a cereja do bolo. Estamos muito felizes com a resposta do público. Vida longa à nossa Encruzilhada Sonora”, comemorou Márcia Witczak. 


O BIFF 2026 se encerra deixando como legado salas cheias, novos olhares e a certeza de que o cinema segue sendo uma experiência coletiva essencial. Mais do que um festival, o BIFF se reafirma como território de encontro , entre o Brasil e o mundo, entre quem faz e quem assiste, e entre histórias que permanecem vivas muito além da tela.




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